Thursday, January 31, 2013

Diz que vem aí o Carnaval

Piquenos, estou a sofrer.

Eu, pessoa palhaça que outrora adorou o Carnaval, um dia acordou para a vida e passou a não se identificar com a coisa. Não suportar mesmo.

Pois que Sue se lembrou de dar uma festinha em sua casa... DE CARNAVAL e quer que eu vá mascarada.

Eu sei que me vesti de Boi e de João Ratão na festa das criancinhas da minha empresa.

Sei que tiro fotos a torto e a direito em cima de cavalinhos mas... não gosto do Carnaval.

No ano passado, saí com duas amigas na véspera do Entrudo. Fomos parar em frente ao Dock's (parámos o carro lá em frente, literalmente) e ficámos a observar enquanto decidíamos se saíamos ou não. Havia muita quenga a passear-se pela zona. Quengas, viquengas e outras quengas mais.

Depois seguimos a pé, passando por mais quengas, para um bar lá nas Docas.
Foi uma noite assustadora. Senti-me na Casa dos Segredos. Inclusive andava lá uma qualquer da Casa.

Diz que havia 3 bailarinos. Um macho (ou quase-macho, vá) e duas fémeas.
Ele abanava-se muito muito com a sua tanguinha tigresse, mandava pontapés no tecto, fazia esparregatas e elas resumidas à insignificância de cada uma.
Adorámos quando ele baixou o slip e mostrou o fio-dental secsi e quando decidiu usar o corrimão das escadas para fazer uma esparregata. Oh coisinha secsi! És demais (já dizia a Ruth Marlene).

As músicas de Carnaval fazem-me palpitar o coração e roçar uma síncope: Mamãe eu quero mamar. A-la-la-ôôô mas qui calôôô. Eu quero tchu, eu quero tcháááá. Nossa, nossa... e o resto já vocês sabem. Sim que estas também passam no Quengaval.

Pior disto tudo. Sue indicou-me uma loja de máscaras de carnaval e estou a sentir-me pressionada para adquirir uma.


Mãe Buena, que lavagem cerebral me fizeste tu? Eu que adorava o Carnaval e te importunava para me fazeres fatiotas, agora tenho este sentimento negro dentro de mim (com tanta coisa mais agradável para ter cá dentro...).

Chegaste a mascarar-me de morango, de aia, de cigana (nem cabelo tinha para aguentar um travessão), de empregada da limpeza (aqui já se notava o teu esforço para me fazeres odiar o carnaval), de chinês (até fiquei em 8º lugar num concurso de máscaras), de qualquer coisa que mais parecia um travesti e com o qual apresentei um concurso de máscaras para angariarmos dinheiro para a turma ir a Braga passear (não estou certa deste facto histórico), de Margarida Reis do Big Show Sic (já nesta altura desconfiava que João Baião seria meu pai biológico), de Flintstone, de outra coisa qualquer estranha que combinava roupa do pai e uma cabeleira para ir tocar com a banda a um Carnaval no Algarve (onde deixei cair a estante do instrumento no esgoto e ainda me perguntaram se era homem ou mulher o que na adolescência marca profundamente) e um dia acordei e... não gostava do Carnaval.



Resumindo, ideias de máscaras. Anyone?

6 comments:

  1. Cheira-me a trauma idiopático. Ou idiota. Ou não sei, olha, eu cá também detesto o Carnaval e sou feliz à mesma :p

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